Fundado em 21 de novembro de 2012, Grupo tem como objetivo promover, incentivar e fomentar a evolução dos conhecimentos de irrigação e fertirrigação em cana-de-açúcar

Comparativo entre área irrigada versus sequeiro mostra a importância da tecnologia para o sistema de produção de cana-de-açúcar
Foto: Divulgação Netafim
Em meio a um cenário climático cada vez mais desafiador e à crescente demanda por alimentos, a irrigação deixou de ser apenas uma solução para combater a seca extrema em determinadas regiões do Brasil para se tornar uma estratégia essencial para verticalização da produção agrícola.
Na cultura da cana-de-açúcar, a adoção ainda é tímida, mas tem crescido ano após ano. Fruto do empenho de pesquisadores e organizações que batalham diariamente para conscientizar os produtores de que o sistema irrigado é a melhor alternativa frente os desafios climáticos. O Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar (GIFC) é uma das entidades que travam essa luta.
Fundado em 21 de novembro de 2012 com o objetivo de promover, incentivar e fomentar a evolução dos conhecimentos de irrigação e fertirrigação em cana-de-açúcar, o GIFC reúne empresas, produtores rurais, profissionais liberais, consultores e instituições de ensino e pesquisa, atuando de forma direta no fomento da tecnologia em todo o território nacional.
Coordenador de relações institucionais do GIFC, Miguel Ângelo Nappo Guazzelli atua com irrigação em cana-de-açúcar há mais de 40 anos, e afirma que a tecnologia nunca esteve tão em alta quando nos dias atuais, inclusive na região Centro-Sul. “Existia um paradigma de que a irrigação era necessária apenas para a produção de cana no Nordeste, pois as condições climáticas do Centro-Sul eram mais favoráveis, fazendo com a prática não fosse economicamente viável. No entanto, com o passar dos anos, o setor foi notando uma instabilidade climática cada vez mais acentuada, e encontrou na irrigação uma tecnologia, não apenas de aumento de produtividade, mas também de estabilização da produção ao longo da safra.”
Guazzelli ressalta que grande parte do setor já entendeu a importância da tecnologia para o sistema de produção de cana-de-açúcar. No entanto, ele relata que ainda existem aqueles que só pensam no assunto em anos de alto déficit hídrico, e que basta um ano com uma melhora na pluviosidade para projetos sejam engavetados.
“Não podemos esperar o problema para correr atrás da solução. O correto é iniciar um projeto de irrigação em safras climaticamente favoráveis. Dessa forma, os canaviais já estarão preparados para os ciclos mais secos, que inevitavelmente virão.”
O profissional lembra que um projeto de irrigação leva tempo para ser concluído, uma vez que envolve todo um processo de pesquisa para entender as necessidades de cada produtor/área, negociação, assinatura de contrato, obtenção de crédito, fabricação e envio dos equipamentos para a propriedade, instalação e treinamento. “Se ficarmos aguardando a cana-de-açúcar sofrer para investir, amargaremos grandes prejuízos, uma vez que a planta começa a perder produtividade logo após o cessar das chuvas.”
Levar esse tipo de informação para o maior número possível de usinas e produtores brasileiros é uma das principais missões do GIFC. Para isso, o Grupo realiza diversos eventos e encontros técnicos onde reforça a importância da irrigação para a produção canavieira.
Em 2024, por exemplo, o GIFC realizou a sexta edição do Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA). Com escopo ampliado, o evento reuniu mais de 500 participantes, entre representantes de unidades bioenergéticas, produtores rurais, pesquisadores e integrantes de empresas fornecedoras do setor. Dividido em quatro blocos, espalhados ao longo de dois dias, o 6º IRRIGACANA abordou temas como políticas públicas, inovação e tecnologia, casos de sucesso e estratégias de inserção da irrigação na matriz produtiva das usinas.
A 7ª edição do IRRIGACANA deve ser realizada apenas em 2026, no entanto, o GIFC prepara para o segundo semestre deste ano um encontro técnico com o tema: irrigação em cana-de-açúcar e seus desafios: variedades responsivas, produtividade e colheitabilidade.
O evento será realizado no Hotel Nacional de São José do Rio Preto/SP no dia 25 de setembro de 2025. As inscrições para o primeiro lote promocional estão abertas, basta acessar: https://forms.gle/FLL6hxf943QjxVex5. A programação completa será divulgada em breve.
Além da produção de eventos técnicos, o GIFC também elabora manuais de boas práticas, com destaque para os já lançados “Guia de Boas Práticas para Adutoras de Vinhaça e Águas”, fruto dos trabalhos técnicos desenvolvidos pelo GEA – Grupo de Estudo Adutora; e “Irrigação da Cana de Açúcar – A Tecnologia de Irrigação, seu Potencial de Crescimento no Brasil e sua Legislação”, que foi desenvolvido pelos GEI – Grupo de Estudo de Irrigação.
O GIFC também atua junto aos órgãos estaduais e federais na busca por políticas públicas que beneficiem novos projetos e desburocratizem o sistema. Recentemente, o Grupo foi preponderante para a aprovação de um plano que desburocratiza a construção de barragens de irrigação no Estado de São Paulo.
Com mais de três mil associados, o Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-açúcar (GIFC) se consolida como uma associação sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é a difusão de conhecimento sobre a irrigação e fertirrigação em cana-de-açúcar, tecnologias essenciais para manter a competividade do negócio. No site da entidade, há um link especial para aqueles que desejam se tornar associados. Basta acessar www.gifc.com.br. Também é possível conferir a grade de eventos futuros, bem como as publicações e vídeos produzidos.
Mais informações e contato para entrevistas:
(19) 9 2000-1300
contato@gifc.com.br














